sexta-feira, 18 de junho de 2010

Baixo nivel na Copa do Mundo.

Nivel baixo na Copa do Mundo.


Os jogos na Copa do Mundo, que se iniciou na ultima semana, têm sido marcados por um futebol de baixo nível, muita força defensiva e fraco poder de criação no ataque.
Times sem inspiração, sem um “camisa 10” diferenciado, com muitas bolas alçadas na área, com muito toque de bola e pouca força ofensiva acabam deixando os jogos sem graça, sem emoção por parte dos que acompanham o bom futebol.
Observando a nossa Seleção, podemos ver que além do atacante Robinho, que joga no Santos, não temos nenhum outro jogador que tenha características de armar uma tática, de não ficar de costa para o gol, de forçar uma jogada de efeito contra a zaga adversária.
Kaká é um fora de série, mas com a sua Pubalgia (doença que afeta o jogador durante todo ano de 2010) seu rendimento está muito abaixo do esperado, sua explosão, jogada que o diferenciou no ano em que foi eleito melhor do mundo, não tem mais a força de quando atuava com a camisa do Milan.
Hoje podemos dizer que um “camisa 10” diferenciado, que domina a bola, que levanta a cabeça, que deixa o atacante na cara do gol, que da um drible, esta extinto nessa copa, é raro um jogador com essas habilidades atuando na Copa.
Aí vem aquela velha pergunta: com tanta retranca, com zagueiros grandes e pesados, jogadores como Neymar, Paulo Henrique e Ronaldinho Gaucho não teriam espaço na nossa Seleção?


O papeiro

domingo, 13 de junho de 2010

O produdo é a própria copa

Quando pensamos na Copa do Mundo nos dias de hoje, vem em mente à grande festa de um país sede, estádios modernos, bolas com novo design, hotéis de luxo, pessoas de todo o lugar do mundo, e principalmente grandes nomes do futebol entrando em campo por seu país em jogos de alto nível. O mais esperado não é o show de abertura. Mas que mágica, truque, drible, defesa, cortes e gols os astros vão fazer.

Nem sempre as seleções preferem levar jogadores de futebol contagiante, porém individualistas. Os técnicos tendem a levar aqueles que são consistentes e que trabalhem muito bem em equipe, por isso temos um aumento de seleções burocráticas e pouco talentosa, mas muito eficiente.

Para entender melhor, vou citar alguns dos jogadores talentosos que foram deixados de fora por opção do treinador: pela Itália Totti (Roma) e Del Piero (Juventus); A nossa seleção não levou Ronaldinho Gaúcho (Milan), Neymar (Santos), Ganso (Santos) e Adriano (Roma); A França deixou de fora o atacante revelação Benzema (Real Madri); Pela Argentina Cambiasso (Inter de Milão), Riquelme (Boca Jr) e Lavezzi (Napoli) verão os jogos pela televisão.

A lista de desfalques de craques na Copa aumenta quando vemos o histórico de lesão e seleções que não conquistaram suas vagas. Jogadores como Chec (Chelsea), Arshavin (Arsenal), Owen (Inglaterra), Nani (Portugal), Ferdinand (Inglaterra) e Essien (Gana) estão fora.

Como sem tantas estrelas e com Países como Coréia do Norte, Nova Zelândia e Eslovênia a Copa do Mundo vende tanto e é tão aguardada? Imagino por se tratar de um fenômeno quase natural, que passa pelo planeta de quatro em quatro anos deixando rastro na economia, política e éticos. Une inimigos de guerra num jogo, quebra fronteiras, aumenta a globalização e vai muito além.

A Copa chega a ser quase um mito, por isso independe de grandes estrelas, jogos históricos ou estruturas moderníssimas, ela se vende e garante sozinho, pois o maior produto de uma Copa é o que a própria representa para o Mundo.

A bruxa está solta!

Após utilizar 120 Curandeiros Zulus para fazer rituais na abertura dos estádios da Copa, o efeito parece ter sido feito com intuito de desfalcar certas Seleções de grandes astros com lesões que os impendem de jogar a Copa do Mundo.

É claro que muito disso se deve ao fato de que a maior parte dos jogadores que iram atuar na Copa jogam em clubes europeus, onde a temporada acabou no mês de maio, e estão com o físico em seu limite após uma longa temporada.

Mas não foi só o desgaste físico que tirou muitos craques da Copa. Casos como Drogba, Nani e Ferdinand, que por falta de sorte ou por preparo de certos adversários, vão desfalcar suas seleções no mundial, citamos esses jogadores por serem jogadores fundamentais de grandes Seleções.

Sorte do Brasil, pois dois desses nomes seriam peças importantes em jogos decisivos da fase de grupos da Copa. Drogba o grande nome da Costa do Marfim, seleção que fará o segundo jogo contra o Brasil e Nani, nome certo entre os titulares da poderosa Seleção de Portugal.

O futebol é assim, um dia da caça e outro do caçador, sorridente o Brasil fica na espera, e se prepara para o que vier, seja com Drogba, ou Nani, o 11 contra 11 é o que importa,é claro que uma ajudinha sempre é bem vinda.

O Brasil dos estrageiros

Muito bem leitores, escrevo este artigo não para criticar as escolhas do treinador da nossa seleção, o Dunga, mas para dizer que entendo seus critérios mesmo sem aceita-los, principalmente no que diz respeito aos jogadores que atuam dentro do país. Se avaliar bem, apenas dois jogadores de clubes brasileiros conquistaram sua vaga na Copa, Kleberson do Flamengo e Gilberto do Cruzeiro, Robinho estava garantido independente de qual time estivesse.

Muito afiado no discurso para defender seus 23 escolhidos, Dunga foi convincente, mas não convenceu. A ausência de Vitor, goleiro do Grêmio, com certeza é a maior injustiça de sua lista, mostra o quanto a atuação de jogadores em seus clubes dentro do país não faz diferença. Vitor foi eleito por dois anos seguidos o melhor goleiro do futebol brasileiro, e mesmo assim, perdeu a vaga para o irregular Doni que amarga a reserva da Roma por muito tempo.

O treinador justificou dizendo que Doni foi fiel quanto precisou, brigou com o clube da capital italiana para defender a seleção num amistoso, e por conta disso, teria sido punido com a reserva. O fato é relevante, mas não serve como argumento, Doni não faz falta debaixo da baliza do time romano, e esta muito longe de ser um goleiro de alto nível, diferente de Vitor, que mantém uma regularidade de cinco anos defendendo bem independente do momento do clube.

Neymar e Ganso não mereciam a vaga pelas recentes atuações, não sabemos se são lampejos de craques ou se são craques. Ronaldinho Gaucho não foi usado efetivamente pelo Dunga, não merecia ir, pois esta longe de ser o jogador que encantou o mundo anos atrás. Adriano sempre envolvido em confusão não levou a sério este ano de Copa estando sempre em volta á polêmicas.

Como disse no começo, Dunga teve suas razões e foi convincente mesmo sem convencer, a única ressalva é a desvalorização dos jogadores que atuam no futebol brasileiro, eu fico imaginando se os jogadores pedidos pelos populares, ou somente o caso do Vitor, se estivessem na Europa fazendo o mesmo que fazem hoje, será que esses jogadores não estariam na lista dos 23?